. Mandasse eu em Portugal.....
. Temos um expert em agluti...
. Ontem esqueci-me de refer...
Paradito, isto por aqui... a falta de tempo não permite grandes divagações e, verdade seja dita, a vontade também não!
Ando como a estação, outonal... sinto que me falta qualquer coisa, mas não sei definir o quê... enfim, aguarda-se... espera-se que a "neura" passe e venham melhores dias!
Não, não recebi nenhum convite... pffff... eles é que perdem!
Foi ontem a tomada de posse do XVIII Governo Constitucional! Já são 13 horas e ainda ninguém me telefonou com um convite... estranho, porque eu não desliguei o meu telemóvel nem por um segundo!
Fazia aprovar uma lei a proibir a entrada do Inverno neste país!!!!!
Volta Verão, que estás perdoadoooooooooooooo!!!!!!!!!!
São muitas as palavras que usas como resultado de um fenómeno lingístico a que se chama Aglutinação! Um dia, a mãe explica-te melhor o que é, para já fica aqui o registo de meia dúzia dessas palavras que fazem a mãe dar grandes gargalhadas:
- "Pãoteia": Pão com manteiga;
- "Tunuanja": Sumo de laranja;
- "Ómenhanha": Homem-aranha;
- "Pauloteiro": Carteiro Paulo;
- "Aístatin": Faísca Macqueen;
- "Atoento": Gato Fedorento.
É hilariante e ao mesmo tempo frustante porque primeiro que descubra o que queres dizer, tenho que fazer um esforço sobrenatural!
Safa!!! Finalmente acabaram-se os megafones, os carros a apitar, os outdoors com caras do tipo "Ó para mim tão competente, tão credível e até sou simpático/a, vêem como também sei sorrir?", os tempos de antena sem fim, os vota/vote x, y e z, a caixa do correio cheia de programas eleitorais deste e daquele, enfim... acabou-se!
O que escapou: Os Gato Fedorento e a sua esmiuçagem! Talvez a única coisa que vou sentir falta...
Pergunta: Será desta que vão limpar os cartazes da rua em tempo útil, ou vamos ter que os gramar, mais uma vez, até à próxima corrida a votos? É que já não posso olhar mais para aquelas caras!
Fui almoçar à pastelaria nova lá da santa terrinha. Peguei numa Visão que estava em cima do balcão junto com outras revistas e jornais velhos e levei-a para a mesa para me fazer companhia durante o almoço.
Comecei a desfolhá-la e de imediato percebi que estava sublinhada e anotada a caneta, comecei a ler os comentários manuscritos e achei o máximo, revelavam um espírito crítico e um sentido de humor acutilante, por exemplo, num artigo sobre comportamento falava-se sobre o papel da mãe e do pai nos dias de hoje, dizia que a mãe continua a ser a mais afectiva e o pai o mais distante afectivamente falando, o/a autor/a das anotações discordou escrevendo que "no contexto social actual, isso não é verdade", mais à frente, é dito na crónica algo do género "... que os rapazes são educados para se emanciparem mais cedo e a raparigas como são mais chegadas afectivamente à famíla tendem a permanecer mais tempo no seio da dessa mesma família." (atenção, que estas não são exactamente as palavras utilizadas no artigo, são a minha interpretação, podendo não estar totalmente correcta, por ter feito uma leitura "na diagonal"), comentário a caneta: "Mentira. Hoje os rapazes saem tardíssimo da casa dos pais, são uns melgas!". Este é apenas um de muitos outros artigos de conteúdos variados anotados naquela revista, notava-se que se tratava de uma pessoa informada e com os olhos bem abertos.
Bem, tudo isto para dizer que fiquei com curiosidade em conhecer o/a dono/a dos comentários que me fizeram sorrir, perguntei à dona da pastelaria sobre quem seria, e ela aponta para o fundo da sala, para uma senhora de cabelos branquinhos, sentada sózinha numa mesa, de costas para mim e com um jornal aberto, dizendo: "São giros, não são? São daquela senhora, ela passa aqui horas de caneta em punho a escrever em tudo o que é revista e jornais!"
Acabei de almoçar e de devorar todas as anotações, levantei-me e fui cumprimentar a senhora: "Dê cá um beijinho porque gosto muito do seu espírito crítico!", ela sorriu e disse "Sempre fui uma rebelde, divorciei-me duas vezes, a 1.ª há 40 anos, caiu que nem uma bomba na minha família, um escândalo! Gosto muito de dizer o que penso e acho que as pessoas têm medo de dizer o que pensam, eu cá não!"
Pois faz muito bem, senhora a quem nem perguntei o nome, eu também gosto de pessoas assim, fazem falta neste mundo hipócrita! Tenho a certeza que voltaremos a nos encontrar e teremos grandes e interessantes conversas, enquanto almoçamos juntas, o que lhe parece?
Apesar de não acreditares e pensares o contrário, eu estou muito orgulhosa de ti, sim senhor! Sempre acreditei nas tuas capacidades e acredito que vais conseguir (também com a minha ajuda, claro) acabar com distinção!
Espero que isto, e pela altura em que surgiu, seja uma oportunidade para que definitivamente as coisas se resolvam entre nós e possamos finalmente ter a paz e felicidade tão desejada! Não a desperdices! Vai te fazer bem, estou convencida. Vai nos fazer bem! Estou muito feliz por ti!
Tanto que não me canso de dizer a toda a gente esta nova etapa da tua/nossa vida!
E sim, é mesmo para ti este post :)))))
"Nunca vi um burro engenheiro, mas engenheiros burros já vi muitos!"
Eu que o diga, são assim... às centenas! Quantos querem?
Xiiiiiçaaaaaaaaaaa!!!!!
Que agora para além de responderes pelos nomes João, Johnny, boneco, filho e filhote, também atendes por "tá quieto", "não mexas", "tira a mão daí", "cuidado", "ai o caraças...", etc.